Covid: risco extremamente baixo de infecção grave em crianças é confirmado em estudo

11/07/2021
covidrisco

O risco geral de crianças ficarem gravemente doentes ou morrerem por causa da covid-19 é extremamente baixo, segundo nova análise dos dados de infecção feita no Reino Unido.

Dados dos primeiros 12 meses da pandemia de coronavírus na Inglaterra mostram que 25 menores de 18 anos morreram devido à covid.

Aqueles que têm várias doenças crônicas e neurodeficiências estavam em maior risco, segundo o estudo, embora o risco geral permanecesse baixo.

As conclusões dessa análise estão sendo consideradas pelo grupo consultivo de vacinas do Reino Unido, já que hoje as pessoas com menos de 18 não recebem vacinas para covid no país, mesmo que tenham outras condições de saúde que as coloquem em maior risco.

Cientistas da University College London e das Universidades de York, Bristol e Liverpool dizem que seus estudos sobre crianças são os mais abrangentes já feitos em qualquer parte do mundo.

Eles verificaram os dados de saúde pública da Inglaterra e descobriram que a maioria dos menores que morreram de covid-19 tinha problemas de saúde pré-existentes:

  • Cerca de 15 deles tinham condições pré-existentes ou limitantes de vida, incluindo 13 que viviam com neurodeficiências complexas
  • Seis não tinham registrado doenças pré-existentes nos últimos cinco anos – embora os pesquisadores alertem que algumas doenças podem ter passado despercebidas
  • Outras 36 crianças tiveram um teste de covid positivo no momento da morte, mas morreram de outras causas, segundo a análise
  • Embora os riscos gerais ainda fossem baixos, crianças e jovens que morreram eram mais propensos a ter mais de 10 anos e ser de etnias negra e asiática.

Os pesquisadores estimam que 25 mortes em uma população de cerca de 12 milhões de crianças na Inglaterra indicam uma taxa de mortalidade geral de 2 casos por milhão de crianças.

Os dados atuais mostram que, desde o início da pandemia, cerca de 128.301 pessoas morreram no Reino Unido até 28 dias após um teste de coronavírus positivo.

BBC

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