Covid-19: vacina produzida pela UECE será aplicada com gotinhas no nariz em duas doses

22/06/2021
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Na corrida mundial pela produção de imunizantes contra a covid-19, o Laboratório de Biotecnologia e Biologia Molecular (LBBM) da Universidade Estadual do Ceará têm se destacado. A pesquisa da universidade cearense finalizou a chamada etapa pré-clínica ou fase animal, com testes em animais e agora aguarda aprovação da Anvisa para iniciar os testes em humanos.

A UECE informa que está dando entrada com as documentações junto à Anvisa, mas que foram detectadas algumas pendências. Por isso, a documentação será corrigida e enviada novamente para que a Anvisa gere protocolo e autorize a universidade a avançar para o ensaio clínico.

A ideia dos pesquisadores da UECE é produzir um imunizante aplicado com gotinhas no nariz em duas doses com intervalo de 15 dias entre as dosagens, o que antecipa e muito a imunização se comparada às vacinas existentes. A vacina cearense utiliza um vírus vivo enfraquecido que tem semelhança com o Sars-CoV-2, utilizado como um imunizante.

O anticorpo é produzido em camundongos que, segundo o pesquisador Ney Carvalho, é o mesmo produzido em humanos. A pesquisa verificou que esses anticorpos, oriundos do vírus vacinal, conseguiram neutralizar o Sars-CoV-2. Logo, acredita-se que ocorra da mesma forma em humanos.

As gotinhas da vacina cearense precisam ainda pingar em quatro etapas, sem seringas e injeções, antes de começar a vacinar o mundo. Na primeira fase do ensaio clínico, a UECE pretende utilizar cerca de 100 a 150 pessoas de 18 a 60 anos, sem comorbidades. Nessa fase, é avaliado a dosagem, concentração viral e sintomas. Entretanto, os pesquisadores têm se mostrado otimistas e acreditam que a vacina não trará nenhum sintoma.

As pessoas com comorbidades e maiores de 65 anos entram na segunda fase do teste clínico. Se autorizada pela Anvisa, a terceira fase será a testagem em massa, estima-se mais de mil pessoas nessa etapa. Apresentando assim resultados positivos, a UECE estará autorizada a comercializar a vacina.

Embora o projeto dependa de mais investimentos, a UECE segue firme na direção da defesa da vida. Confira a matéria na íntegra pelo Jornal da TVC.

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