Prático, barato, mas pouco seguro? Por que voto online ainda não é realidade

03/11/2020
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O Brasil vai se juntar ao crescente grupo de países que está realizando experimentos para desenvolver o voto online — alternativa que permite ao eleitor escolher seus governantes e representantes legislativos através de poucos cliques na tela do celular ou no teclado do computador, algo especialmente vantajoso em tempos de pandemia de coronavírus.

Por enquanto, a Estônia, nação de apenas 1,3 milhão de habitantes do Leste Europeu, é o único país a colher parte significativa dos votos pela internet, a despeito de críticas sobre a segurança do sistema — em 2019, 44% dos eleitores votaram online para escolher seus parlamentares.

Outros como Suíça e Estados Unidos estão fazendo experimentos em pequena escala, mas a tentativas também têm enfrentado resistência de acadêmicos que apontaram falhas capazes de comprometer a integridade de eleições.

Os críticos reconhecem que qualquer sistema de votação está sujeito a fraudes — o problema do voto online, argumentam, é que a conectividade das informações aumenta o risco de uma manipulação em larga escala capaz de modificar o resultado.

No Brasil, sob supervisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 31 empresas realizarão simulações de votações pela internet — usando celular, tablet ou computador — em algumas seções eleitorais no dia 15 de novembro, quando haverá eleições municipais. Os testes com candidatos fictícios ocorrerão em São Paulo (SP), Curitiba (PR) e Valparaíso de Goiás (GO), onde eleitores poderão participar de forma voluntária.

BBC

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