Cientistas de Cambridge tentam descobrir o que acabará com a humanidade (e como nos salvar)

13/10/2020
a terra

A Terra existe há 45 milhões de séculos e, no entanto, este em que estamos vivendo é único na história.

“É o primeiro século em que uma espécie, a nossa, possui tanto poder e é tão dominante que tem o futuro do planeta em suas mãos”, escreve o prestigioso astrônomo britânico Martin Rees em On The Future: Prospects for Humanity (Sobre o Futuro: Perspectivas para a Humanidade, em tradução livre).

“O que está em jogo é mais importante do que nunca; o que acontecer neste século será sentido por milhares de anos”, diz ele no livro, lançado em 2018.

Na verdade, Rees vinha repetindo esses avisos há mais de duas décadas. Para muitos, elas pareciam interessantes, mas improváveis. Talvez naquela época, essas advertências tivessem mais cara de ficção científica do que ciência.

Ele mesmo reconheceu em uma palestra de TED que “nos preocupamos muito com riscos menores: acidentes de avião improváveis, alimentos carcinogênicos, baixas doses de radiação … Mas nós e os políticos que nos governam vivemos na negação dos cenários catastróficos”.

Mas quando veio 2020, cada palavra de Rees passou a ter uma atualidade assustadora.

Por exemplo, naquela palestra que proferiu em 2014, ele afirmou que agora “os piores perigos vêm de nós”: “E não há só a ameaça nuclear. No nosso mundo interligado (…) as viagens aéreas podem espalhar pandemias em questão de dias e as redes sociais podem espalhar pânico e boatos literalmente à velocidade da luz”.

Mas havia quem não precisasse da pandemia da covid-19 para prestar atenção a Rees.

Desde 2015, um pequeno grupo interdisciplinar de pesquisadores trabalha sob sua liderança no chamado Centro de Estudos de Risco Existencial (CSER) da Universidade de Cambridge, no Reino Unido.

O centro, que conta com a assessoria de personalidades da academia — como o físico Stephen Hawking — e da indústria — como o empresário Elon Musk —, investiga os perigos que podem levar à extinção da humanidade ou ao colapso da civilização e o que fazer para mitigá-los.

É justamente nesse segundo aspecto que atua a bióloga molecular peruana Clarissa Ríos Rojas, que ingressou no CSER em março, pouco antes de o governo britânico decretar a quarentena do coronavírus.

BBC

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