Médico prova que níveis de oxigénio não baixam ao correr 35 quilómetros com máscara

23/07/2020
medico
Tom Lawton insiste com os britânicos a necessidade de usar proteção facial para travar contágio pelo coroavírus.

Um médico do Yorkshire, no Reino Unido, decidiu correr a solo 35 quilómetros de máscara na cara. Objetivo? Convencer a população de que os níveis de oxigénio não baixam ao usarem protecção facial, como o senso comum insiste em especular.

Médico na unidade de cuidados intensivos do Bradford Royal Infirmary, Tom Lawton tem sido um dos muitos profissionais de saúde que enfrentam o coronavírus na linha da frente, num país que é dos mais afetados por mortes e infeções a nível europeu.

Para convencer os britânicos de que o uso de máscara protetora é o meio mais eficaz para travar o contágio quando saem à rua, corre todos os dias o percurso casa-hospital-casa (cerca de 25 quilómetros) com um medidor de oxigénio.

As corridas e os valores de oxigénio medidos pelo dispositivo, sempre na casa dos 99%, são publicados todos os dias na sua conta do Twitter.

Criou ainda uma página electrónica na GoFundMe para angariar donativos – já conseguiu cerca de 2000 euros – a favor do The Trussell Trust. A instituição de solidariedade é responsável pela gestão de bancos alimentares nas cidades mais importantes do país.

Convém assinalar, no entanto, que Lawton já foi triatleta mas, como o próprio explicou, a crise pandémica “roubou-lhe” tempo para as suas sessões de ‘fitness’, razão porque este desafio também é muito bem-vindo para manter a forma física.

“Entre as corridas, cuidarei dos pacientes – alguns com Covid-19 – sempre de máscara”, sublinha o médico-atleta. “Se consigo correr 25 a 35 quilómetros com a máscara na cara, provavelmente qualquer pessoa conseguirá usá-la quando sai para fazer compras!”.

A desmistificação protagonizada por Tom Lawton está em linha com as orientações da Organização Mundial da Saúde. “O uso prolongado de máscaras pode ser desconfortável mas não leva à intoxicação por dióxido de carbono nem à falta de oxigénio”, pode ler-se na página electrónica do organismo.

CMJORNAL

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