Reabertura de escolas após pandemia de coronavírus terá obstáculos como salas lotadas, falta de água e professores sobrecarregados

22/05/2020
Foto: Divulgação/Marizilda Cruppe/CICV
Foto: Divulgação/Marizilda Cruppe/CICV

A suspensão de aulas presenciais, por causa da pandemia do novo coronavírus (Sars-CoV-2), traz consequências mais graves para os alunos pobres: segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), ficar longe da escola os expõe a riscos maiores de violência física e psicológica, exploração sexual e abandono dos estudos.

No entanto, o estágio em que o Brasil está, com curva ascendente no número de casos de Covid-19, impossibilita a volta às aulas em um curto prazo. E, mesmo quando os colégios puderem reabrir, surgirá outro problema: as recomendações sanitárias para que o processo ocorra de forma segura são incompatíveis com a realidade de parte das escolas públicas.

Em países nos quais o número de casos da doença já retrocedeu, a retomada das atividades escolares ocorre gradualmente, seguindo protocolos rígidos de higiene.

Mas, no Brasil, diante de salas de aula lotadas, como manter uma distância segura entre os alunos? Sem água ou esgoto encanado, como reforçar a lavagem de mãos? Com professores dando aula em mais de um colégio, para complementar a renda, como instituir reforços escolares no contraturno?

Nesta reportagem, veja as medidas necessárias para que a reabertura das escolas ocorra e a dificuldade em implementá-las no Brasil. A defasagem de conteúdos é extensa, os danos emocionais deixados pela pandemia são significativos e a infraestrutura precária dificulta os cuidados de prevenção.

COMO DEVE SER A RETOMADA?

O número de casos de coronavírus no Brasil ainda está aumentando – o país já ultrapassou a Alemanha e a França no total de infectados. Mesmo ainda distante de um quadro de melhora, é preciso planejar como será a retomada das aulas presenciais.

Segundo relatório da ONG Todos Pela Educação, os órgãos públicos e os colégios já devem mapear quais serão as possibilidades de reposição de conteúdo, levando em conta a carga horária de trabalho dos professores, o espaço físico disponível e o acesso ao saneamento básico.

G1

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