Formado na Europa, Matheus Cunha brilha na seleção olímpica e “foge” de joia alemã

11/02/2020
Lucas Figueiredo/CBF
Lucas Figueiredo/CBF
O atacante é um dos destaques e artilheiro do Pré-Olímpico

Matheus Cunha é um caso já não raro, mas ainda digno de nota, do jogador brasileiro que chega à elite europeia sem passar de forma marcante por clubes do país. Paraibano de João Pessoa, ele só se profissionalizou na Suíça, hoje joga na Alemanha e tenta reproduzir no futebol europeu o sucesso conquistado com a seleção sub-23.

Artilheiro e um dos maiores destaques na campanha do Pré-Olímpico, finalizada em grande estilo com uma vitória por 3 a 0 sobre a Argentina, Cunha chamou a atenção no ciclo comandado por André Jardine pela personalidade demonstrada dentro e fora de campo. Agora, tenta dar o passo à frente na sua carreira.

Além dos cinco gols feitos no Pré-Olímpico, dois no triunfo sobre os argentinos, o centroavante brasileiro tem mostrado uma média absurda com o time de André Jardine. Ao todo, fez 14 gols em 16 jogos com o time sub-23, animador para quem quer se colocar entre os principais nomes da posição.

Depois de uma temporada e meia no Red Bull Leipzig, sensação do futebol alemão/europeu e líder do torneio local até a semana passada, Cunha aceitou se transferir para o Hertha Berlim. Mesmo situado na capital e dono de grande torcida, a equipe está longe do nível dos grandes locais, mas oferece ao 9 uma chance que ele não teve antes.

A explicação tem nome e sobrenome: Timo Werner. Atacante da seleção alemã e grande revelação dos últimos anos em terras germânicas, ele foi o concorrente direto de Cunha, por vezes deslocado para as pontas ou à função de segundo atacante para atuar ao lado da joia. No último semestre, porém, Matheus Cunha fez apenas 13 jogos, sendo só dois deles como titular.

Daí se explica a ida a um lugar em que terá tempo e espaço para desenvolver seu futebol, ainda em uma liga de alto nível. Ele chega junto com Piatek, ex-Milan, e terá no banco de reservas um mestre na posição: o técnico Jurgen Klinsmann, dono da 9 alemã no título da Copa de 1990 e nos Mundiais seguintes.

Apesar de ter sido pouco aproveitado no último semestre, Cunha teve passagem de destaque pelo Red Bull e chegou a concorrer ao prêmio Puskas do ano passado. Ele ficou entre os dez finalistas pelo belo tento anotado diante do Leverkusen, mas acabou ficando fora do recorte final na premiação. Na época, porém, chegou a ser parabenizado por Ronaldinho Gaúcho pelo feito.

Goal.com.br

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